A Rita

Querida Serafim Leite,

Acabou…

Acabou o tempo de caminhar todos os dias pelo teu chão, o tempo de sentir a tua alegria por entre as paredes. Acabou o tempo de receber, dentro de ti, os melhores abraços e os mais sábios conselhos. A partir de agora, serei parte da mobília antiga que deu lugar a traços mais modernos. E tornou-se um desejo meu que te aproveitem como eu aproveitei, que contigo tenham os melhores anos, tal como eu tive.

Sou-te, eternamente, grata, Serafim! Grata por todas as boas amizades e conexões, por todos os carinhos e por todas as oportunidades. Contigo caí, contigo me levantei. Contigo ri e contigo chorei.

Antes de ti, tinha medo. Medo de ser quem sou, medo de arriscar, medo de viver e medo de sonhar. Mas, em cada uma das tuas esquinas, encontrei alguém que me ajudou a lutar e, principalmente, a crescer. Agora, no fim destes bons anos, sou, finalmente, eu.

Tenho de te confessar, não esperava uma experiência tão boa, mas, hoje, tenho a certeza que foste a minha melhor escolha.

A partir de agora, guardo-te escondidinha no meu coração, para que ninguém te roube de mim. Guardo-te por entre as melhores lembranças e lições, na gaveta do amor. Afinal, isso é o que sinto por ti, um amor inexplicável a que algum adolescente por aí irá chamar estupidez.

Obrigada, definitivamente, não chega! Mas, ainda assim, agradeço-te trezentas e uma mil vezes por fazeres parte de mim e marcares a minha vida, de uma forma inesquecivelmente boa.

Não penses que te viste livre de mim. Prometi a mim mesma que te iria visitar até não poder mais e pretendo cumprir a promessa!

Sei que as palavras não são muitas, mas – acredita – o sentimento é infinito!

Com amor, de uma eterna serafina,
Rita Rodrigues

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