Era uma vez um inspetor.

Era o ano letivo de 1982-83. A escola organizava umas jornadas pedagógico-culturais e apresentou-se na escola um inspetor. Ao que consta, o dito ordenou o cancelamento das atividades. O presidente do conselho diretivo da altura, o saudoso professor Carlos Ferreira de Almeida, pessoa reta, assertiva e perentória, disse…NÃO!!!

“Foi um filme. Veio um inspetor e disse que era escandaloso termos interrompido as aulas para desenvolvermos atividades culturais. O Inspetor mandou cancelar e retomar as aulas. O Carlos recusou. O Inspetor ficou para ver e … foi embora. Foi dizer nas outras escolas que deviam seguir o exemplo. “

Conta esta história a professora Augusta Coutinho que nos prometeu mais circunstâncias assim que a memória lhe fizesse esse favor. Por enquanto fiquemo-nos com esta memória que das coisas mais simples também se faz uma instituição.

Que cada um faça a inferência que mais lhe aprouver face às inclinações, propósitos ou consequências do seu livre arbítrio sobre a importância das atividades culturais e do valor da autonomia responsável e idónea de uma escola.

A professora Augusta Coutino no seu Diane e alguns alunos

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